
Quando fecho os olhos posso ver seu rosto
E as feições que eram tão familiares.
Posso ver seus olhos, me dizendo que fiz algo errado
E posso sentir a segurança que sua presença, seu abraço, me dava.
Posso ver os dentes tortos no seu sorriso, que eu amo tanto.
Ou os óculos antigos que marcavam-lhe a face.
O cheiro do seu perfume ainda vive em minha memória
E o jeito como esfregava sua barba por fazer em meu rosto, para me irritar.
Ainda lembro dos apelidos que costumava me chamar
E as coisas que costumávamos fazer juntos.
Ainda ouço sua voz potente ecoando pela casa, enquanto fazia o almoço.
Lembro do jeito como sempre brigávamos!
Ah, como éramos iguais!
Mas, com certeza, do que mais sinto falta, é do seu abraço, pai!
Que vontade que tenho de poder tê-lo novamente.
Mas a forma que encontro pra demonstrar minha saudade,
são as lágrimas que escorrem pela minha face.
E que tento conter em vão.
Saiba, acima de todas as coisas, que eu sempre vou te amar, pai!