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Oiie!

Não devemos por rótulos nas pessoas. Cada um é mais do que aparenta e menos do que dizem. O preconceito é o grande mal da humanidade.
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domingo, 5 de dezembro de 2010

FANFIC - Parte VIII



Não sei se pela minha condição inferior de humana, ou se por qualquer outro motivo. Invejei Stefan, nesse momento desejei ter uma super-audição, embora eu não soubesse bem como funcionava. O silêncio assim como a escuridão às vezes pode ser devastador. É como se a qualquer momento algo indesejado pudesse te alcançar. E então, você se torna frágil, já que seu adversário não pode ser percebido.

Fui ver como Jeremy estava. Resolvi passar no quarto de Jenna antes. Ela ainda dormia. Sua face doce e ingênua parecia esboçar um leve sorriso. Minha tia dormia, tal qual dorme um anjo. Sem nenhuma preocupação. Longe do caos em que nossas vidas se transformavam pouco a pouco. Como eu queria mantê-la sobre esse manto de ignorância que ainda preservava sua vida dos males que nos rondavam.

Ao sair do quarto, ouvi um “poc”. Algo parecia ter caído. Mas o som foi tão baixo que eu mesma quase não o escutei. Fui para o quarto de Jeremy e ele não estava lá. Virei-me para a porta e quando ia saindo, deparei com Stefan à minha frente.

- Você me assutou!

- Desculpe!

Ele me deu seu já habitual mas não menos carinhoso beijo na testa.

- Desculpe não ter te ligado ontem, mas cheguei muito cansada da casa de Bonnie, e terminei apagando.

- Não tem problema, eu só queria te mostrar uma coisa. – Ele me conduziu até o meu quarto e fechou a porta atrás de si. De dentro do bolso do casaco, retirou um anel e colocou em minhas mãos.

O anel era de prata com uma pedra verde. Sua estrutura lembrava os anéis Damon e Stefan, mas não era exatamente igual. Em sua superfície tinha se destacava algo que parecia um brasão. Mas não consegui identificar o animal que estava gravado nele.

- É uma esmeralda?

- Sim.

- E que animal é esse? É uma águia?

- É sim.

- Onde você conseguiu esse anel?

- Foi um pouco trabalhoso. Eu revirei em meus diários antigos e encontrei o túmulo de um dos ancestrais da família Gilbert. O anel que deve ser enfeitiçado deve ter pertencido a algum antepassado.

- Então esse é o brasão da minha família?

- Exatamente.

- E o que ele representa?

- Bom... Águias são aves que não costumam voar em bando e em uma tempestade, não se escondem. Voam em alta velocidade e enfrentam as dificuldades. E mesmo que saiam feridas, não fraquejam, seguem em frente.

- Nossa! Eu nem sabia que minha família tinha um brasão.

- Era uma tradição comum entre as famílias fundadoras deixar a seus descendentes jóias com o brasão da respectiva família cravado.

- E por que nós nunca ficamos sabendo dessa tradição?

- Depois que os fundadores descobriram a existência da nossa espécie, e não sabendo exatamente o que podíamos fazer, esconderam as jóias temendo que algum tipo de maldição fosse passada através destas.

- As mulheres também ganhavam anéis?

- Não, geralmente eram colares.

- Que legal! Você sabe como eram feitos?

- Basicamente se aquece o metal, nesse caso a prata, que tem ponto de fusão a 961°C ou 1.761,8°F, já o ouro a 1.070°C ou 1.343K. E molda-o até formar uma placa metálica. Depois se desenha sobre essa placa o design da jóia. Recorta-a, solda-a e coloca-se a pedra. Mas atualmente também pode ser feita de outra maneira: fabricados através de fundição centrifugada, processo este que retira todo e qualquer ar que possa formar bolhas no metal fundido. Após esta etapa, ainda passam por um processo de compactação para maior coesão entre as moléculas do metal. As alianças confeccionadas por esse processo são mais resistentes a quebras podendo ser diminuídas ou aumentadas sem perda de peso e de suas características construtivas.

- Será que eu ganharia um colar desses?

- Provavelmente.

- Bom, agora só temos que levar o anel até Bonnie.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

FANFIC - Parte VII


Capítulo 3

Elena


Já estava escurecendo. Estávamos na sala da casa de Bonnie. Sentadas no tapete, com livros e cadernos espalhados pelo chão. Uma vasilha, agora vazia, antes estava cheia de pipoca. A casa de Bonnie era agradável. Uma harmoniosa mistura de moderno e antigo que se complementavam perfeitamente. Era uma casa normal, como outra qualquer, qualquer um poderia dizer isso. Mas tinha algo mais. Um quê de mistério, de superstição, de mágica. Não sei se por eu saber o que a dona da casa era realmente, mas acho que não era só por isso. Alguém com a sensibilidade mais aflorada também poderia perceber. Estava no ar. O aroma daquela casa. Um cheiro doce e meio enjoado, porém agradável, parecia uma mistura de mel com canela e umas folhas que não reconheço, se espalhavam pelo ar.

- Bom meninas, tá ficando tarde e eu já vou indo! – Disse Caroline com um sorrisinho. Ela parecia estar feliz e isso era bom.

- Tá bom! Bom Final de Semana Carol! – Bonnie disse.

- Beijos! – Eu me despedi. E então ela saiu.

Esperei Caroline ir embora. Me virei para Bonnie e falei.

- Bonnie eu realmente preciso de sua ajuda.

- Tem algo errado Elena?

- Precisamos conversar.

- O que aconteceu.

- É sobre Jeremy.

Eu sentei no sofá e Bonnie nos trouxe água. Então comecei a contar para ela tudo que estava acontecendo.

- Jeremy bebeu sangue de vampiro e depois se suicidou.

- Como? – A surpresa estava estampada em seu rosto.

- Tomou muitos comprimidos e aí já viu... Perda de consciência... Parada cardíaca...

- Overdose.

- E ele bebeu sangue humano.

- Ou seja, ele é um vampiro agora?

- Sim.

- Elena, eu só não entendo em que eu posso ajudar.

- Jeremy não pode sair no sol... E você sabe!

- Você quer que eu enfeitice algum anel.

- É. Bonnie, por favor, você pode fazer isso por mim?

- Claro Elena! Mas só porque é por você.

- Obrigada.

Eu a abracei.

- E... Você por acaso está com o anel aí?
- Não. Stefan ainda vai conseguir um.

- Certo então. Quando você tiver o anel, você me fala.

O meu celular deu um bip. Era uma mensagem de Stefan.

“Elena, eu quero falar com você. Me ligue quando estiver em casa. Beijos, Stefan.”

- Bonnie, eu preciso ir. Obrigada por tudo!

Ela deu um aceno de cabeça e eu saí. Bonnie era minha melhor amiga, mas acho que ela não estava confortável com essa situação. Claro, ela era uma bruxa, mesmo as pessoas não sabendo, era o dever dela proteger os humanos, afinal, ela era humana também. E vampiros eram uma ameaça muito grande. Essa situação me incomodava. Eu não poderia escolher entre minha melhor amiga e o homem que amava. Isso teria que ter uma solução.

Acordei na manhã seguinte, minha cabeça estava pesada. Tentei levantar, não consegui. Estava tonta. Parecia não ter controle sobre meu corpo. Meus membros não obedeciam as ordens que meu cérebro transmitia através do meu sistema nervoso. Eram cinco e meia da manhã, não sabia porque tinha acordado tão cedo. A casa estava silenciosa. E o silêncio atualmente não me parecia um bom sinal.

FANFIC - Parte VI


Elena me ajudou a levantar e a sentar na cama. Estava meio zonzo, e minha visão embaçada, mas aos poucos foi voltando ao normal. Elena estava sentada ao meu lado. Nesse momento Stefan entrou no quarto, que eu julgava ser dele. Ele falou:

- Primeira regra: Você não pode sair à luz do sol.

- Mas por quê? Você, Damon, Anna... Todos podem sair de dia e o sol não interfere em nada.

- Os vampiros são seres mortos-vivos e não têm uma substância chamada melanina na pele, por isso nossa coloração pálida. Mas pela falta dessa substância, nossa pele fica sensível à luz do sol, ocorrendo assim uma perda de líquido muito fácil. É devido a essa perda de líquido que quando ficamos expostos ao sol, nossa pele queima.

- Os vampiros que podem sair de dia, possuem alguma jóia que lhes permitem andar sob o sol sem nenhum dano. – Minha irmã deliberou.

- Mas essas não são jóias comuns. Têm que ser enfeitiçadas por uma bruxa.

- Então, eu só vou poder sair à noite?

- Eu posso tentar providenciar um anel como o meu para você. – Meu cunhado falou. Ele parecia realmente se importar comigo. Ele era como Anna. Um vampiro “do bem”. Eu acho que queria ser como eles.

- Mas não estaria enfeitiçada não é.

- É. Mas por sorte, nós temos uma bruxa de confiança. – Minha irmã me informou.

- Quem? – Perguntei realmente curioso.

- Bonnie.

Fiquei imóvel. Como poderia? Bonnie, bruxa? Eu nunca suspeitaria. O que é um fato curioso, pois há pouco tempo eu também não desconfiaria da existência de vampiros, e, ironia do destino ou não, agora eu era um deles, se é que eu posso dizer assim.

Acho que através do meu silêncio eles compreenderam que ainda havia coisas que eu precisava saber aos poucos e outras que eu precisaria descobrir por mim mesmo. Fiquei algum tempo parado repassando em minha mente todo o ocorrido até aquele momento. E então lembrei que eu devia ter sumido de cada há uns dois dias.

- E Jenna?

- Ela pensa que você está em uma excursão. Mas seria bom que até o final do fim de semana você voltasse para casa. Claro, se você se sentir bem. - Disse minha irmã. Antes eu estava com tanta raiva dela mas agora, acho que eu começava a entender os motivos que a levaram a fazer o que fez. Ela queria apenas me proteger de pessoas como eu. Às vezes o destino pode ser irônico. – Jer, eu preciso ir. Ajudar Caroline com química. Qualquer coisa você me chama, está bem?

- Pode ir tranqüila. Você também Stefan. Eu vou ficar bem.

- OK, então. – Respondeu meu cunhado e os dois saíram do quarto me deixando sozinho com meus pensamentos.

Se ainda fosse humano iria achar a casa muito silenciosa. Mas eu ouvi quando Stefan fechou a porta atrás de si; quando Elena entrou em seu carro; os pássaros cantando nos galhos das árvores; os leves passos de Damon no térreo. Até que ele ligou o som e estragou minha brincadeira de descobrir até onde minha “super-audição” poderia ir.

Desci para ver o que ele estava fazendo.

- Bem-vindo a uma mísera e tediosa eternidade!

- Qual é a sua cara?

- Depende. Amei uma e ela se foi. Depois disso tive várias.

- E você não foi atrás dela?

- Eu não costumo perseguir quem eu sei que não me quer. Ou melhor, costumo, mas não nesse caso.

- Você ta falando de que mesmo?

- Da única coisa que faz nós, homens, perdermos a cabeça: A mulher amada. E tudo se resume nisso. Fim.

- Há quanto tempo você é um vampiro?

- Uns 145 anos.

- Caramba!

- Você gostou de sentir o sangue tocando sua língua e deslizando pela sua garganta?

Não respondi. Não sabia onde ele queria chegar.

- Num corpo humano é muito melhor! – Disse com um sorrisinho sarcástico no rosto que eu já tinha percebido ser típico dele. – Mas é claro, ainda por ser novo, que você não quer chamar atenção para si, nem para nós, senão, teremos que te matar.

- Jura mesmo? - Ele me olhou como se eu o tivesse desafiando, e realmente estava. Continuei. - Eu não pretendo ficar nessa cidade por muito tempo.

- Ah, não? Deixe-me adivinhar: vai atrás de Annabelle? Boa sorte em achá-la! – Ele usou seu usual tom irônico.

- A culpa não é minha se você desistiu e se tornou uma pessoa amarga. Eu não costumo desistir do que realmente quero.

- E onde você vai procurá-la? Sabe de alguma coisa do passado dela? Dos locais onde ela já morou? Das cidades que ela provavelmente iria? O nome que ela usaria se precisasse de um novo?

Fiquei em silêncio. Ele tinha razão. Eu não sabia praticamente nada de Anna. Apenas que meu tio tinha matado sua mãe, Pearl, e que ela morava aqui em Mystic Falls em 1864. Eu não poderia sair de cidade em cidade perguntando a cada cidadão se ele ou ela conhecia uma vampira chamada Anna.

- Você não tem para onde ir. Você pode levar alguns séculos procurando em cada cidade do planeta ou ficar aqui e esperar, se ela te amar o suficiente para voltar e procurar por você.

- É isso que você está fazendo? Esperando? – Ele ficou em silêncio. Parecia que eu tinha descoberto sua motivação. O que ninguém mais tinha sequer pensado na possibilidade. – Afinal, que motivo você teria para continuar aqui?

- Infernizar a vida de Stefan, pra que coisa melhor? Eu jurei que daria a ele uma eternidade miserável?

- Por ele ter conseguido uma coisa que era para ser só minha. – Ele não ia falar mais sobre o assunto, pelo menos não hoje, e eu também não iria perguntar. – Você não tinha que ver sua jovem e vulnerável tia?

- Droga! Tinha esquecido de Jenna! – Ia saindo pela porta, consegui cruzar a sala em meio segundo.

- Procure não atacar ninguém no caminho. – Ele disse, levantando os lábios com seu habitual sorriso sarcástico.

Saí e parei em frente à porta da casa. Queria experimentar a solução. Há que velocidade eu conseguiria chegar? Sorri internamente. Corri. Rápido, muito rápido. Olhos humanos não conseguiriam me enxergar. Nossa! Que sensação boa! O vento batendo no rosto, cabelos voando, alta velocidade, sem coração acelerado, sem respiração ofegante. Quando estava perto de casa parei de correr. Andei com velocidade de uma pessoa “normal”.

Parei em frente à porta. Podia ouvir as pulsações do coração de Jenna. Podia ouvir seus passos na sala. O cheiro do desinfetante que estava usando para limpar a casa. Bati. Ouvi seus passos caminhando até a porta.

- Jeremy!

- Não vai me convidar para entrar tia?

- O que há com você? – Ele me perguntou intrigada.

- Nada! – Respondi casualmente.

- Então deixe de ficar aí na porta parado. Entre logo! – Ela falou em tom de brincadeira.

Comemos um pedaço de bolo e conversamos um pouco, casualmente. Esperava não deixar transparecer nada diferente no meu comportamento. Jenna não poderia desconfiar do que se passava.

Ela voltou para a faxina e eu subi para o meu quarto. Encontrei John parado na porta.

- Por onde você andou mocinho? – Ele falou em um tom de sondagem. Ele queria retirar informações de mim. Mas eu não daria a ele o que ele tanto queria.

- Pensei que Elena já tivesse dito. – Respondi firmemente.

Ele ia liberando a passagem quando completou.

- Jeremy, por onde anda sua namoradinha? – Ele não me deixou responder. – Ela sim foi inteligente. Você sabe que esse tipo de gente não deveria existir.

- Se essa é questão, Por que você também não matou Isabel?

- Não Jeremy, essa não é a questão.

- E qual é a questão então?

- Você vai ficar sabendo no devido momento.


* * *

terça-feira, 23 de novembro de 2010

FANFIC - Parte V


Capítulo 2

Jeremy


Minha cabeça doía. Eu não me lembrava o que tinha acontecido. Me sentei na cama. Abri os olhos com alguma dificuldade. Eu não sabia onde estava. Sentia uma sensação estranha. Como se eu não fosse mais eu mesmo. Como se tudo que antes dava um pouco de razão à minha vida hoje já não existisse mais. Meu corpo estava estranho. E o mais bizarro é que eu me sentia bem. Levantei e olhei ao meu redor. Realmente, eu não sabia onde estava. Era o quarto de alguém. Isso dava para perceber. Tinha um ar meio sombrio. Na direita havia uma cama de casal com ares do século XIX, forrada com uma colcha vermelha um tanto exótica. Ao lado da porta havia uma grande estante com muitos livros, não pareciam seguir uma ordem ou algo assim, estavam todos bagunçados. No meio do aposento havia uma mesa redonda com outros tantos livros espalhados e uma foto em cima de um deles. Elena? Não. Não era Elena, mas a semelhança era incrível. Na parte de baixo tinha um nome e uma data. Katharine 1864. Olhei para a porta e lá estava Damon.

- Trouxe um presentinho para você.

- O que é isso?

- Ovo de páscoa! O que mais poderia ser?

- Sinceramente, vindo de você, eu não sei.

- Bem, você que sabe. Ou bebe isso e completa sua transformação ou espera a morte. E dessa vez ela não vai te dar uma segunda chance.

Ele saiu do quarto e deixou um copo de vidro com sangue. Fiquei encarando aquele objeto durante algum tempo. Eu estava confuso. Eu queria muito isso, mas ao mesmo tempo, eu não sabia se deveria. Eu tinha visto no diário de Elena que Stefan não bebia sangue humano. Será que eu também poderia ser assim? Mas, eu só poderia me transformar se bebesse sangue humano. Pelo menos era disso que eu sabia. Bebi o conteúdo que estava no copo, me acostumando com o gosto. Antes eu, com certeza, acharia repugnante e horrível. Mas agora, quando tudo no meu corpo era diferente e eu não tinha mais certeza de quem eu era. Aquele sangue quente descendo pela minha língua e depois pela minha garganta, aquecia todo meu corpo, eu queria mais, eu precisava de mais daquilo. Mas como eu conseguiria mais sem machucar alguém de quem eu gostava? Eu sentia algo diferente em meu peito. Eu poderia afastar tudo que me causava dor. Eu poderia escolher afastar da minha mente todas as imagens que me atormentavam. Era impressionante como um pouco de água, glóbulos brancos e vermelhos e mil e uma coisinhas mais, poderiam causar essa síndrome de sensações.

Mas havia também a outra parte. Eu sentia uma dor esmagadora em meu peito pela perda de meus pais e de Vicky, como agulhas que perfuravam cada milímetro do meu sistema nervoso. E Anna, eu realmente gostava dela. E ela tinha partido e eu queria vê-la, tocá-la, sentir seu corpo junto ao meu. Queria beijar sua boca e compartilhar com ela o resto da minha eternidade. Mas eu sabia que isso não iria acontecer agora que ela tinha me deixado. E eu não sabia se minha existência teria um propósito nobre ou, no mínimo, razoável, na verdade eu não sabia se minha... morte teria algum propósito.

Caminhei até a janela, que estava coberta por uma cortina, afastei a cortina e o sol de quatro da tarde me atingiu em cheio. A minha pele queimava como se eu tivesse pegado brasa quente com a mão. Caí sobre o assoalho mas o sol ainda queimava sobre minha pele. Ouvi alguém se aproximar. Ouvia as batidas do seu coração. Era Elena, reconheci seu cheiro. Ela parou na porta e ouvi o barulho de alguma coisa caindo no chão. Ela veio correndo em minha direção e fechou as cortinas. Foi como se eu tivesse mergulhado em uma piscina de água gelada em um dia quente de verão. Uma onda frescor percorreu todo o meu corpo e senti minha pele vampiresca voltando ao normal.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

FANFIC - Parte IV


Elena

No dia seguinte, a escola estava agitada. Os preparativos para a festa de fim de ano estavam a todo vapor. Mas eu não conseguia manter meu foco em nada por muito tempo, a cada minuto que se passava eu só tinha mais pressa de sair correndo e ir ver como meu irmão estava. Damon tinha hipnotizado Jenna para ela pensar que ele estava em um tipo de excursão, então, isso por enquanto não era um problema. Mas meu coração não estava em paz por Damon ter que fazer isso com ela. Não foi legal quando ele apagou a memória de Jeremy sobre a morte de Vicky e eu tinha medo que o episódio se repetisse com minha tia. Mas não havia outra escolha. O único pensamento que me consolava era saber que isso era para protegê-la. Ela não podia ficar exposta a tudo que estava acontecendo. Ela ia pirar. Estava tão absorta em meus pensamentos que não percebi quando Stefan parou ao meu lado.

- Bom dia!

- Stefan! Você quase me matou de susto!

- Desculpe! – Ele me deu um beijo na testa.

- Como está Jeremy?

- Ele está bem, mas ainda está apagado.

- Quanto tempo demora até...

- Depende... Eu acho que até a noite ele deve acordar.

- Ele está sozinho?

- Não? Damon está cuidando dele.

- Damon?

- Não era uma das melhores opções, mas era a única que nós tínhamos.

- Stefan... – Eu estava receosa, mas eu tinha que perguntar – Você acha que é verdade... O que Isabel falou?
- Sobre Damon estar apaixonado por você?

Abaixei a cabeça. Não consegui olhá-lo nos olhos. Eu estava me sentindo envergonhada? Ele entendeu meu gesto e continuou.

- Calma! Não precisa ficar receosa. Eu não vou o deixar fazer NA-DA contra você! Entendeu?

Olhei para ele com cara de interrogação. Aquelas palavras não faziam sentido.

- Eu não tenho medo de Damon! Ele não vai fazer nada contra mim. Eu sei disso! É só que... Você não acha que ele esteja me confundindo com Katharine, acha?

Dessa vez foi o olhar dele fugiu dos meus. Eu sabia que essa situação não o agradava. Não sei se pelo fato de a história estar se repetindo, de certo modo, ou por ter medo de eu trocá-lo por Damon.

- Em se tratando de Damon, eu já não costumo esperar nada.

- Stefan – Segurei seu rosto em minhas mãos – Eu te amo! Entendeu? Eu te amo!

- Eu também te amo! – E me deu um rosto na bochecha na hora que o sinal tocou para começar as aulas.



No final da aula fui em casa para pegar umas coisas de Jeremy e levar para ele na casa de Stefan. Quando estava saindo do quarto dele vi John parado na porta.

- Onde ele está?

- Em uma excursão da escola.

- E por que você também não foi?

- Por que foi só para a turma dele.

- E então o que você está fazendo com as coisas dele?

- Estou levando para lavar. Aproveitando que ele está fora para dar um jeitinho nisso aqui. – Esperava estar sendo muito convincente, apesar de saber que não adiantaria muito. John era desconfiado por natureza.

- Olha Elena, você é minha filha, mas o que quer que você esteja fazendo, fique certa de que eu vou descobrir.

- Bom saber! Continue tentando! – Não sei quem conseguia ser mais irritante, meu pai ou meu cunhado.

- Ah! E faça o favor de avisar aos Salvatore que eu acho bom eles saírem da cidade, senão vou dar fim a eles assim como fiz com os outros da raça deles.

Continuei andando. Eu fiquei profundamente irritada com aquelas palavras, mas não consegui dizer nada, retrucar, responder, agredir, nada! Eu não conseguia acreditar que ele cumpriria essa promessa. Meu cérebro limitado não conseguia conceber a ideia de que ele pretendia matar o homem que eu amava. Não! Ele não poderia fazer isso! Era de Stefan que estávamos falando! Ele não era como os outros! Ai como eu queria cuspir essas palavras na cara dele e fazê-lo entender. E Damon. Apesar de não ser um dos melhores mortos-vivos do paralelo noturno, ele estava melhorando, eu podia ver isso em suas atitudes, eu podia sentir isso no fundo do meu peito. Eu gostava de Damon, ele era um bom amigo. E Anna, ela era uma boa vampira. E... Jeremy! Gelei. Meu irmão se tornaria um vampiro. Meu pai teria coragem de matar o próprio sobrinho? Eu não queria aquela resposta. Mas uma coisa era certa. E se vamos falar de vidas, nesse caso, algumas vidas imortais valiam mais que aquela vida humana e sem nenhum sentimento de bondade que era a de John.



* * *

domingo, 14 de novembro de 2010

FANFIC - Parte III



* * *

Jenna

Eu estava na cozinha guardando os pratos do jantar quando a campainha tocou.

- Alaric! Você por aqui? Que surpresa!

- É... Eu estava passando pela vizinhança e resolvi passar aqui e dar um oi. É... Acho que essa já não cola mais né?

- Han... Não! – Nós dois rimos. – E então... O que te traz aqui?

- Muitas coisas e uma em particular. Sabe Jenna, Eu passei dois anos procurando por minha esposa, ou melhor, ex-esposa, e não encontrei as respostas que queria. Acho que na verdade eu queria encontrar a mulher que me amava, ou pelo menos o que restou dela, da mulher que eu amei. Queria saber quando viver comigo não foi o bastante para ela ou se eu fui um meu marido. Não sei se deveria estar contando isso a você, mas...

- Não, não! Está tudo bem! Pode falar o quanto quiser.

-... Mas é que é difícil entender como alguém que te ama pode simplesmente partir.

- Talvez... ela não te amasse o suficiente e...

- E...?

- Deu à outra pessoa a chance de te amar mais.

- Você realmente acredita nisso?

- É só uma teoria, mas... Por que não acreditar?

- É que as vezes nós criamos um propósito na vida, e buscamos aquilo como se precisássemos disso para viver, mas quando a ilusão se vai, o que resta é a dor, a qual não podemos suportar sozinhos. O que quero dizer é: eu vim para essa cidade para descobrir algo sobre o paradeiro de Isabel e acabei não gostando do que descobri. Mas o lado bom dessa descoberta é que pude conhecer você e isso á vale por todo o resto. Acredite! Você é muito especial!

- Uau! – Eu estava sem reação. Depois daquele desabafo e declaração ao mesmo tempo eu não sabia o que fazer. Estava congelada. Sem voz. Não sabia o que falar. Mas aquele era o momento. Ser tia e responsável por dois adolescentes não era tarefa fácil. E minha vida amorosa sempre foi um desastre. Parecia que agora as coisas começavam a tomar seu rumo. O que me assustava porque, segundo a lei de Murphy, “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”. – Ai! Que mal educada eu sou! Entre, por favor!

- Com licença!

- Você quer um café, ou alguma outra coisa?

- Muito grato pela sua gentileza, mas vou ter que recusar. Como professor, tenho que moderar a taxa de cafeína no sangue.

- Ah! Sei! – Eu me sentia uma adolescente novamente. Com um sorriso bobo estampado no rosto, acho que tava na cara que eu não conseguiria resistir ao seu charme. E acho que ele também sabia disso. Eu só tinha que dar os passos certos, não poderia, como sempre, trocar os pés pelas mãos e arruinar de vez a minha chance de ter um relacionamento bem sucedido. Sorri o mais simpática que podia. – Um copo d’água então?

- Claro! – Ele respondeu com um sorriso largo que fez meu coração galopar no meu peito. Mas ao mesmo tempo, seus olhos pareciam cautelosos. Eu não consegui compreender aquele olhar. Ele parecia cuidadoso, como se estivesse estudando minuciosamente cada palavra, cada gesto, cada ação. Por trás de todo aquele charme de professor de colegial, aquele homem escondia alguma coisa. Um segredo jamais revelado. Isso deveria ser um alerta dizendo “Perigo! Cuidado! Mantenha distância! Fique longe!”, mas quanto mais perigoso mais sentimos vontade de embarcar no desconhecido, de trilhar o caminho mais difícil, o que provavelmente podemos nos arrepender no futuro. Mas quanto mais mistério houver, mais atraídos por ele nós somos.



* * *





Posto mais depois ;*

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

FANFIC - Parte II


- Algo em que eu possa ajudar?

Quase não acreditei quando ouvi aquela frase. Fiquei sem reação, até mesmo sem voz. Damon oferecendo ajuda sem querer nada em troca? Algo estava muito errado!

- Gentileza não combina com você Damon, você nunca faz nada sem esperar receber algo em troca.

- Pois bem! Se for essa a imagem que você tem de mim eu não posso fazer nada a respeito.

De repente tive a sensação de estar sendo observada. Virei de costas e Stefan estava encostado na porta do meu quarto.

- Sua ajuda foi muito útil Damon. – Mais uma vez usando toda a ironia que podia. Não dava pra se conversar seriamente com Damon Salvatore. Desliguei o celular.

Corri para abraçar Stefan, que retribuiu o carinho amavelmente como de costume. Para logo em seguida se interar da situação.

- O que está acontecendo?

- Stefan, eu acho que Jeremy cometeu overdose. Estou com muito medo. Eu queria que ele tivesse conversado comigo. Não queria deixar as coisas chegarem a esse ponto. É tudo culpa minha. Não deveria ter pedido a Damon que apagasse a memória dele sobre Vicky.

Stefan me apertou ainda mais no seu abraço, me acalmando. Deus! Como isso era bom! Nem com todos os problemas do mundo eu poderia me sentir infeliz naquele abraço. Eu poderia morrer em seus braços e ainda assim morreria feliz.

- Calma! Calma! – Ele falou com sua voz doce e melodiosa em meus ouvidos. Aquela voz baixa que mais parecia um sussurro. Uma brisa leve acariciando meus ouvidos. Seu hálito quente em minha pele. Nesses momentos eu me esquecia que ele não era humano. Pelo contrário, aquele vampiro tinha mais humanidade que muitas pessoas vivas por aí.

Eu saí de seu abraço e mostrei os frascos que tinha encontrado no banheiro. Ele os olhou atentamente, cheirou o frasco de sangue para logo depois deliberar.

- Overdose, como eu imaginava. Jeremy tomou muitos comprimidos de uma vez.

- Você o viu quando chegou aqui?

- Vi rapidamente e mesmo se não tivesse visto. Posso ouvir seu coração batendo desritmado daqui. Sua respiração ofegante. Ele não vai agüentar muito tempo.

- Stefan, meu irmão não pode morrer! Vo-Você não pode deixá-lo morrer!

- Ele não vai morrer Elena. Ele ingeriu sangue de vampiro. Provavelmente de Anna. Ele parecia gostar mesmo dela.

- Mas ela se foi! E agora meu irmão está prestes a... tornar-se um vampiro?!

- Ele tomou a decisão dele. Ele vai ficar apagado por alguns dias e depois vai acordar. E então, ou se alimenta e completa a transformação ou...

- Ele morre. – Quase não consegui completar a frase. Minha foz saiu quase inaudível. Perdi as forças. Caí sentada sobre minha cama. Não sabia o que fazer. Parecia que algo de ruim estava acontecendo a todos que amo e eu não sabia como lutar ou o que fazer contra isso. Eu tinha que dar um jeito nessa situação. Mas como? – E Jenna? Ela vai desconfiar.

- Você pode dizer que vai haver uma excursão da escola e vocês podem ficar em minha casa o tempo que for preciso.

- Eu não sei... Será que vai funcionar?

- Temos outro plano?

* * *

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

FANFIC

Eu fiz um trabalho extra de química e português. A proposta era fazer uma fanfic sobre algum livro, série, filme ou jogo e relacionar à química. A minha foi sobre Diários do Vampiro e vou postar aqui pra vocês. Deixem seus comentários ;*



O Diário de
Elena Gilbert



Capítulo 1

Elena

“Querido diário,

Desde o acidente de meus pais muita coisa mudou em minha vida. Foi muito doloroso para mim ter que lidar com a culpa. Afinal, se eu não tivesse fugido da reunião de família para ir a uma festa, eles não teriam que ir me buscar, e o carro não teria caído da ponte. Também não foi nada fácil descobrir que Jeremy não é meu irmão verdadeiro. Fui adotada pelos pais dele. Sou, na verdade, filha de quem eu pensava ser meu tio, John Gilbert, com uma mulher chamada Isabel, que foi sua namorada na adolescência e que agora se tornou uma vampira perigosa cujos interesses desconheço. Mas no meio dessa confusão eu estou feliz por ter feito as pazes com Bonnie, minha melhor amiga, e bruxa de confiança. E também estou feliz por ter Stefan ao meu lado. Sinto que não importa quais sejam as dificuldades, se ele estiver ao meu lado, sou capaz de tudo.”

- Elena, venha aqui rápido! – Fechei meu diário e segui Jenna até o quarto de Jeremy. Ela parecia aflita e desesperada. O pavor estava estampado em seus olhos. E o fato de ela não ter me dito nenhuma palavra sobre o que estava acontecendo me deixou preocupada, beirando o desespero.

Ao entrar no quarto compreendi o motivo do seu desespero. Jer estava deitado em sua cama, tendo uns tipos de espasmos ou convulsões, não sei. Ele estava deitado em posição fetal, segurando fortemente um travesseiro e suando frio. Seus olhos pareciam fora de órbita. O que teria acontecido com meu irmão? Será que Isabel teria feito algo com ele? Não era provável. Será que alguém teria feito algo com ele?

- Jenna fique cuidando dele eu... eu vou chamar ajuda. – Foi tudo que consegui dizer tentando não levantar suspeitas. Saí correndo e fui até meu quarto pegar o celular e ligar para Stefan. Mas no caminho, passando pelo banheiro eu vi algo estranho. Um frasco de comprimidos, em meu nome, estava vazio. E ao lado, um vidrinho com sangue. Peguei aquilo e guardei, pois Jenna não compreenderia se visse. Pegue o celular e disquei.

- Alô! Elena! É um prazer falar com você novamente... –

- Damon eu não tenho tempo pra joguinhos agora, cadê o Stefan?

- Que pena! Ele acabou de sair, deve ter esquecido de levar o celular...

- Que ótimo! – Usei toda a ironia que existia dentro de mim. Eu estava com pressa e Damon não estava ajudando nem um pouco. Como dois irmãos poderiam ser tão diferentes um do outro? – olha eu preciso falar com ele e é urgente!


Um pedacinho para deixar vocês com água na boca. Depois posto mais. ;*